Páginas

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

it's all about music

Por ser uma pessoa muito intensa e querer ter tudo e todos sempre ao meu alcance eu sofro demais. Sofro por possessão, por dar muito valor e a algo que não não merece tamanha importância.
E essa possessão reflete diretamente em mim.
Sou uma pessoa muito ligada à música. Não no sentido de gostar de tocar, ou querer ter uma banda, mas no sentido de nutrir uma admiração enorme por quem faz as músicas de que gosto. Na verdade, ainda não decidi se o que eu sinto é mesmo só admiração. Tenho fortes suspeitas de que seja amor, e o pior, o amor mais puro e verdadeiro.
Na música eu encontrei uma válvula de escape, porque poucos timbres refletem exatemente o que eu estou sentindo ou gostaria de dizer. Por me trazer esse conforto eu me apeguei demais.
Confesso que já amei platonicamente e me decepcionei aos montes. Já assumi rótulos já briguei. Mas o mais engraçado é que eu vi que isso me fez um bem enorme.
Escrevi o fez no passado de propósito, porque estou aprendendo (tentando) me controlar. Mesmo que isso seja algo só do subconsciente, eu sei que vai ser esse exercício de desapego que vai direcionar o foco em mim.
Enfim, deixar de viver a vida em função dos meus ídolos. Porque a corrida por eles muitas vezes pode trazer prazeres, mas a maioria deles é vazia e vã.
E, sinceramente? Vou manter minha admiração sim, intensa, mas dessa vez, só admiração.

Nenhum comentário: