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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

it's all about music

Por ser uma pessoa muito intensa e querer ter tudo e todos sempre ao meu alcance eu sofro demais. Sofro por possessão, por dar muito valor e a algo que não não merece tamanha importância.
E essa possessão reflete diretamente em mim.
Sou uma pessoa muito ligada à música. Não no sentido de gostar de tocar, ou querer ter uma banda, mas no sentido de nutrir uma admiração enorme por quem faz as músicas de que gosto. Na verdade, ainda não decidi se o que eu sinto é mesmo só admiração. Tenho fortes suspeitas de que seja amor, e o pior, o amor mais puro e verdadeiro.
Na música eu encontrei uma válvula de escape, porque poucos timbres refletem exatemente o que eu estou sentindo ou gostaria de dizer. Por me trazer esse conforto eu me apeguei demais.
Confesso que já amei platonicamente e me decepcionei aos montes. Já assumi rótulos já briguei. Mas o mais engraçado é que eu vi que isso me fez um bem enorme.
Escrevi o fez no passado de propósito, porque estou aprendendo (tentando) me controlar. Mesmo que isso seja algo só do subconsciente, eu sei que vai ser esse exercício de desapego que vai direcionar o foco em mim.
Enfim, deixar de viver a vida em função dos meus ídolos. Porque a corrida por eles muitas vezes pode trazer prazeres, mas a maioria deles é vazia e vã.
E, sinceramente? Vou manter minha admiração sim, intensa, mas dessa vez, só admiração.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sobre viagens, 15 anos, aviões, dinheiro, consumismo, Disney e New York

Em um trabalho de primeira série do ensino fundamental, chamado Projeto Eu, escrevi numa página que o meu sonho era conhecer a Disney. Dos sete aos nove anos esse era meu maior desejo e espalhava aos quatro ventos que a minha mãe guardava dinheiro para me proporcionar isso aos 15 anos. Mas veio a tecnologia e a minha inserção no mundo digital fez com que eu esquecesse esse sonho. Assim, cinco anos se passaram e de repente eu estava tendo que lidar com documentações, passaporte e visto, porque eu viajaria pra Disney e NY em alguns meses. A ansiedade tomou conta da minha mente e num piscar de olhos, já estava embarcando. Ao chegar lá, o sonho que estava adormecido acordou e se mostrou muito mais forte. Vi-me num lugar muito mais maravilhoso do que eu imaginava quando criança. Todas as fotografias, os vídeos, as fantasias não se comparavam à magnitude daquele lugar. Tudo perfeito, colorido, feito para impressionar. Lágrimas escorriam pelo rosto frequentemente, e a vontade de viver aquilo ao lado das pessoas que eu mais amo era enorme. Mas mesmo não podendo estar ali em corpo, sabia que em coração, a presença dos meus pais era constante. Assim, tornei-me aquela menina de sete anos, com ânsia de aproveitar cada segundo e não perder um detalhe sequer de toda aquela amplitude. O fiz, e saí dali com o maior sorriso do mundo e com experiências incríveis para contar.
E, como faixa bônus, conheci The City That Never Sleeps, The Big Apple, NY!
Tive que me controlar em relação a dinheiro, compras e aprendi a ter responsabilidade. Administrei bem meu dinheiro, controlei os impulsos de consumismo desenfreado e finalmente entendi que não se pode comprar tudo o que está a sua frente. E vivi, acima de toda e qualquer coisa material, vivi cada segundo, como se fosse o último. Fiz questão de provar todas as sensações e vencer meus medos.
Com certeza, esses 15 dias foram vividos com total prazer, e se tornaram inesquecíveis. Mesmo sem me dar conta, me tornei uma pessoa de realização plena, algo que descobri ao pisar em solo brasileiro e ver que daqui pra frente o que me resta são somente as lembranças daqueles dias, em que my dreams came true.